Quinta-feira, Dezembro 17, 2009
É favor afastar as crianças
Dis petite salope raconte moi
Comment c'était entre ses bras
Etait ce mieux qu'avec moi
(...)
Mais petite conne ça ne fait rien
Invente moi encore ses mains
Sur ton ventre et tes seins
"Serge Gainsbourg, Vie Héroïque"
O título do filme não podia ser mais adequado para um biopic daquele que é mesmo um dos meus heróis:
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Quarta-feira, Dezembro 16, 2009
Mas brincamos?
Este texto não é "uma granda merda", não senhor:
The Architect as Totalitarian - Theodore Dalrymple
The Architect as Totalitarian - Theodore Dalrymple
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Domingo, Dezembro 13, 2009
Santos e pecadores
Sou altamente suspeito. Aquecimento global? Talvez exista. Cientistas vários garantem que o mundo aqueceu 0,5ºC desde 1975. Não duvido. Como não duvido que o mundo arrefeceu entre 1940 e 1975. Como não duvido que aqueceu entre 1920 e 1940. Como não duvido que arrefeceu, e arrefeceu brutalmente, entre os séculos 17 e 18. Como não duvido que aqueceu no século 11, proporcionando um período de verdadeira explosão demográfica, econômica e técnica na Idade Média que só seria repetida com a Revolução Industrial. E daí?
Variações climatéricas fazem parte da nossa história na Terra. Aliás, da nossa Pré-História. A questão está em saber se o aquecimento global é produto da ação humana e, em caso afirmativo, se repousa nas mãos dos homens a chave para salvar a nossa vida coletiva.
Acompanho os debates. Leio com interesse. Pondero. Uma única certeza: não existem certezas. E é literalmente impossível avaliar a real contribuição do homem para as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera (a natureza, por exemplo, é responsável pela maior parcela de emissões).
A juntar a tudo isso, alguns cientistas garantem que a atividade solar, variável em sua intensidade cíclica, tem uma palavra sobre o assunto. E não é de excluir que a estabilização da temperatura desde o início do presente século (um desconfortável mistério que tem dividido a comunidade científica) seja resultado direto dessas variações. Que fazer?
Um conselho: não transformar o aquecimento global em nova religião da humanidade. Não é fácil, eu sei: com o declínio das teologias tradicionais no Ocidente cristão, os homens sempre se apressaram a preencher o vazio ideológico com causas redentoras.
O marxismo foi uma delas, com a sua promessa de substituir o reino de Deus pelo reino do Proletariado.
Com a falência da utopia vermelha, veio a utopia verde. E com vantagens: o aquecimento global oferece, em linguagem "científica", algumas das pragas bíblicas mais entranhadas na consciência comum. Basta ouvir os catastrofistas para imaginar glaciares que derretem, águas que sobem. Só falta mesmo Noé e a arca.
O meu conselho final seria deixar para a ciência uma discussão que é sobretudo científica. Acontece que a ciência dá sinais de manipulação e fraude. No momento em que o mundo se prepara para discutir o futuro do clima em Copenhague, o sistema informático da Universidade de East Anglia foi atacado por "hackers" que divulgaram na internet cerca de mil e-mails e 3.000 documentos da reputada Unidade de Pesquisa do Clima.
Esclarecimento prévio: a Unidade de Pesquisa do Clima de East Anglia é o centro nevrálgico da discussão climatérica atual. É com base nas suas "pesquisas" e "projeções" que o aquecimento global entrou na agenda política das Nações Unidas e dos 192 países que se irão encontrar na capital da Dinamarca.
Infelizmente, as revelações são assustadoras (para dizer o mínimo).
Lendo os e-mails, cuja autenticidade não foi desmentida, encontramos "cientistas" que, em nome da sua "cruzada" (uso o termo no sentido próprio), manipulavam os dados para garantir um quadro de indesmentível aquecimento; que recusavam o acesso de outros cientistas às suas investigações (alegando, por vezes, perda ou destruição de dados); e que conspiravam para impedir a publicação de ensaios "céticos" sobre o aquecimento global em revistas da especialidade.
Todos sabemos que os cientistas não são santos, como dizia Marcelo Leite nesta Folha. Fato. Mas existe uma diferença entre não ser santo e pertencer à família Soprano.
E agora? Agora, o mundo prepara-se para reunir em Copenhague e garantir uma redução de 50% nas emissões de CO2 até 2050, tendo como referência os valores anteriores a 1990.
Não vale a pena repetir as consequências econômicas desastrosas que uma medida dessas teria para todos os envolvidos, e em especial para os países em vias de desenvolvimento: o uso de energias mais caras e "limpas" condenaria largas parcelas da humanidade a novos ciclos de pobreza, fome e doença.
O problema é mais básico e urgente: confrontados com um escândalo científico dessa proporção, qualquer decisão política e econômica sobre o aquecimento global antropogênico não pode ser tomada com base em falsidades.
Antes de limpar o mundo, o mundo deveria exigir que os cientistas limpassem as suas cabeças primeiro.
João Pereira Coutinho
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Quarta-feira, Dezembro 09, 2009
Terça-feira, Dezembro 08, 2009
Segunda-feira, Dezembro 07, 2009
Domingo, Dezembro 06, 2009
É precisamente isto
I Just Dont Know What To Do With My Self - Elvis Costello a cantarolar e ao piano Burt Bacharach (o prodigioso compositor desta desolada canção)
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Sexta-feira, Dezembro 04, 2009
Quinta-feira, Dezembro 03, 2009
Qualquer dia vão-nos pedir para expirar o ar para dentro de saquinhos de plástico de modo a não libertar CO2 para a atmosfera
Quarta-feira, Dezembro 02, 2009
Sexta-feira, Novembro 27, 2009
Ele costuma estar certo e é disso que tenho medo.
A decisão de Obama
Por Vasco Pulido Valente
O presidente Obama anuncia na próxima terça-feira uma decisão, de que depende o futuro do mundo: a de mandar (ou não mandar) mais tropas para o Afeganistão. Esta abertura parece com certeza hiperbólica e apocalíptica. Não é. Mas, num Portugal absorvido pelo pequeno drama da corrupção oficial e outra, convém explicar porquê. As "forças da NATO" correm hoje o risco de perder a guerra, que Bush começou. Cercadas numas dezenas de enclaves fortificados, quase não comunicam entre si e não conseguem impedir que os taliban, que já tomaram conta do Sul e do Leste do país, se comecem a expandir para o norte e o ocidente. O Governo de Karzai, recentemente reeleito por uma fraude sem nome, é odiado pela população. O objectivo de "modernizar" e "democratizar" o Afeganistão falhou, como devia falhar, numa sociedade tribal, xenófoba e muçulmana. Pior ainda: a Al-Qaeda transferiu as suas bases para o Paquistão.
O comandante no terreno, Stanley McChrystal, pediu a Obama 40.000 homens para evitar um desastre iminente. Se Obama os der, o "exército da NATO", heterogéneo e desmoralizado, chegará aos 150.000 homens. Um total ridículo para controlar e "civilizar" 30 milhões de afegãos, sobretudo quando a "Europa" inteira, incluindo a Inglaterra, se prepara para retirar os seus contingentes. Desde Agosto que Obama hesita. Sabe que a sua popularidade caiu abaixo dos 50 por cento; que 56 por cento do eleitorado não aprova a condução da guerra; e que um fracasso exterior limita (ou até anula) o seu programa doméstico. E há também o problema do dinheiro: a presença da América no Afeganistão custa 4 biliões de dólares por semana a uma economia em crise - e prepara uma inflação devastadora.
Perante isto, segundo a imprensa internacional, Obama irá escolher a "via média". Em vez dos 40.000 homens que McChrystal quer, ficará por 30 a 35.000 e tentará arranjar 5000 na "Europa". Além de irrealista (porque a "Europa" não o tenciona seguir), o compromisso é suicida. Quanto maior for o envolvimento da América, tanto mais difícil se torna uma retirada gradual, discreta e politicamente aceitável para a oposição interna. Os generais, de resto, não deixarão de fazer com Obama a chantagem que fizeram com Johnson no Vietname. Um "pequeno esforço" resolveria a coisa - só que um "pequeno esforço" sobre um "pequeno esforço" acaba fatalmente, como sempre se constatou, na mobilização nacional para uma causa absurda e desesperada. Se Obama ceder, e dizem que se prepara para ceder, o Afeganistão será o fim do império americano. E - passe o lugar-comum - da vida como a conhecemos.
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Hitchens e Johnson

O Peter Hitchens às vezes é quase tão bom quanto o irmão Christopher. É vê-lo dilacerar o David Cameron:
Only Defeat Can Save Conservatism
A mesma revista, o mesmo assunto, e mais uma comparação familiar:
O Daniel Johnson às vezes é quase tão bom quanto o pai Paul. É vê-lo dilacerar o David Cameron:
The Price of Cameron's Compassion
Only Defeat Can Save Conservatism
A mesma revista, o mesmo assunto, e mais uma comparação familiar:
O Daniel Johnson às vezes é quase tão bom quanto o pai Paul. É vê-lo dilacerar o David Cameron:
The Price of Cameron's Compassion
Quinta-feira, Novembro 26, 2009
Acção e desgraças

Gostava que Portugal em vez de importar essa coisa larilas do Halloween, importasse antes o Dia da Acção de Graças. Todos os pretextos para estar em família, comer bem e beber ainda melhor merecem o meu entusiástico apoio.
Proclamation of Thanksgiving - Abraham Lincoln
Helena Matos, leiam, leiam se faz favor:
Crónica "xi-coração" contra linchamentos e decapitações
Armando Vara processou Miguel Sousa Tavares e Henrique Monteiro. Noronha Nascimento processou José Manuel Fernandes e, assinale-se o detalhe, a própria mulher deste. José Sócrates processou João Miguel Tavares. A Fenprof processou Emídio Rangel. Porquê? Porque não gostaram da opinião que os segundos produziram sobre eles. Simultaneamente não há dia em que alguém próximo do Governo ou a ele pertencendo não venha acusar os jornalistas de tentativa de homicídio do carácter de José Sócrates ou de pretenderem linchar e decapitar o primeiro-ministro e, por arrastamento, o PS. Por fim, uma plêiade de pensadores que integra o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, e Mário Soares garante que o maior problema da justiça em Portugal são as violações do segredo de justiça. O ministro Jorge Lacão também assim pensa e, a par do líder parlamentar do PS, Francisco Assis, promete mais meios e legislação mais dura para travar o tal "mais grave problema da justiça portuguesa", a saber as fugas de informação em que depois se sustentam os ditos linchamentos. Não existissem comentadores soezes e torpes fugas ao segredo de justiça e o país não tinha problema algum!
Assim postas as coisas, creio ter chegado o tempo de inaugurarmos um novo estilo de opinião. Ou pelo menos de eu inaugurar esse novo estilo, pois não só, perante o ar nédio e bem-apessoado dos arguidos, me parece que os termos linchado ou decapitado são de todo anedóticos, mas sobretudo porque, como cumpro as minhas obrigações fiscais, não me sobra dinheiro para quase mais nada e muito menos para andar anos e anos em bolandas com a Justiça, para no fim acabar com a minha razão reconhecida mas naturalmente arruinada. Assim, como a liberdade de pensamento não paga indemnizações, passarei a rechear as minhas crónicas com "montes de xi-corações" dedicados ao primeiro-ministro na expectativa de que ele me mande um mail cheio de risonhos a explicar o processo da Cova da Beira e a diferença entre os números do Orçamento e do emprego apresentados pelo seu Governo durante a campanha eleitoral e os números que agora nos caíram em cima.
Tenho, contudo, de admitir que este estilo causará engulhos a alguns colunistas preconceituosos que temem exprimir-se neste linguarejar cheio de fofura. Portanto, e até porque à cautela tenho de fazer um pecúlio para indemnizações futuras, desde já disponibilizo os meus serviços aos colunistas que queiram fazer amigos e não opinião, fornecendo-lhes uns textinhos que farão os encantos de quem neles é referido. Por exemplo, como dar conta do caso Face Oculta sem ofender ninguém? Nada mais fácil. Tendo em conta as tradições republicanas da cidade onde decorre o inquérito, recomendo um estilo inspirado na I República onde, em vez de se falar de figuras como arguidos e crimes que só existem por causa das fugas ao segredo de Justiça, se escreveria: "O nosso prezado amigo foi a Aveiro em vilegiatura. Naquela localidade o seu intenso patriotismo a par do zelo que põe no engrandecimento da Pátria leva-o a contactar estrenuamente com os mais distintos membros da Veneza portuguesa, como os digníssimos mandatários do Ministério Público. Figuras eminentes como o senhor procurador-geral da República e o ilustríssimo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, apesar do trabalho insano em prol da República em que gastam a sua saúde, têm manifestado vontade de acompanhar esse labor que em Aveiro tem lugar e que certamente ficará como uma página de ouro nos anais da História pátria." Bonito, não é? E não ofende ninguém, como diria o queirosiano poeta Alencar. Admito que algumas pessoas prefiram um estilo mais combativo, sobretudo se tiverem sido detidas. Para este grupo basta recuar a Maio de 1975 e aproveitar o que se escreveu em torno do julgamento no Tribunal do Barreiro de um militante da ARA (organização terrorista afecta ao PCP) que tinha como então se dizia "desapossado" o Banco Totta-Aliança de treze mil contos: "Um revolucionário deve julgar, não ser julgado", afirmou uma testemunha do dito "desapossador" do banco e o próprio juiz ditou logo ali a sentença em que não só absolveu como pediu desculpa àquele combatente que se recusava tratar como réu: "Em nome do tribunal, quero dizer-lhe que lamento profundamente este mês que passou na prisão", para em seguida se levantar, tirar o réu do respectivo banco e abraçá-lo. Tendo em conta que o PREC já lá vai, onde está "revolucionário" pode escrever-se "sucateiro" (afinal, um consequente representante do extinto proletariado), "banqueiro" ou o que for necessário. E assim acabava-se duma penada com aquelas referências desagradáveis a burlas e tráficos de influência. Tínhamos desapossadores.
Para aqueles que não se sentem à vontade com estas linguagens tão marcadamente ideológicas, também tenho solução. Por exemplo, para escrever sobre a Fenprof em vez de, como fez Emídio Rangel, se recorrer a comparações com os hooligans - estes últimos podem ser umas bestas, mas até agora não pediram indemnizações a ninguém -, pode e deve adoptar-se um estilo didáctico. E que mais didáctico pode haver para falar da Fenprof do que a saudosa redacção da vaca que milhares de professores ensinaram às criancinhas? Digam lá quem se ofende com uma crónica que comece assim: "Os sindicatos são muito úteis e muito nossos amigos. Dão-nos muita animação nas ruas e garantem emprego para toda a vida aos seus dirigentes..."? Enfim, creio já ter demonstrado que tenho um texto para cada ocasião e que se seguirem os meus conselhos ainda se ouvirá neste país: "Colunista amigo, o arguido está contigo". Paz e Fraternidade a Bem da Nação, com "bjokas amigas" e saudações revolucionárias em prol da cidadania, Helena Matos, uma colunista ao dispor.
Helena Matos
Quarta-feira, Novembro 25, 2009
Por desleixo, só hoje li esta crónica do VPV. Muito boa.
Negócios com o Estado
Por Vasco Pulido Valente
Segundo o Dicionário da Academia (aliás, medíocre) "comezinho" significa, entre outras coisas, "que é fácil de compreender", que é simples", que é "trivial", que é "caseiro". Vem isto a propósito de o dr. Mário Soares ter dito que o escândalo Face Oculta é "um problema comezinho" e de ter sido muito criticado por isso. Mas sem espécie de razão. Embora o processo envolva vários crimes graves (corrupção e burla, por exemplo), desde o princípio do governo representativo em Portugal que esses crimes se tornaram de facto "comezinhos". Já para não falar nos "Devoristas", que, a seguir à vitória liberal, roubaram por atacado os bens da Coroa e da Igreja, basta pensar que, em 1910, 52 das principais "figuras" da Monarquia "acumulavam" entre si 264 empregos, ou seja, 4,7 empregos por cabeça: uma tradição que a República e a Ditadura não interromperam.
E a democracia também não. O PREC criou uma indistinção quase absoluta entre o pessoal do governo e o pessoal do "sector público". Tudo era Estado e, para um pequeno grupo de privilegiados, não fazia qualquer diferença mandar num ministério, num banco ou numa empresa. Os melhores preferiam mesmo mandar num banco ou numa empresa, onde não se expunham tanto à fúria "revolucionária" do "povo" e, evidentemente, ganhavam muito mais. As privatizações do "cavaquismo" não mudaram nada. A nomeação indirecta substituiu a nomeação directa e o tráfego de influência seguiu imperturbável. Valia a pena estudar as carreiras de uma centena de personagens do regime para se ver até onde chegou a promiscuidade entre o poder político e o poder económico.
De resto, não se despede um ministro - um antigo "colega", um "companheiro" ou um "camarada" de partido - como quem despede um pedreiro. É preciso garantir a cumplicidade de quem sai com uma "situação" rendosa e compatível; e em geral convém alargar o número de "interlocutores" de confiança. Que se arranjem depois "negócios" entre quem está de dentro e quem está de fora é naturalíssimo. O Estado absorve mais de 50 por cento do PIB. O Estado autoriza e proíbe, compra, vende, contrata. E com essa intervenção beneficia quem protege e paga fielmente a quem o protegeu. O que sempre sucedeu e continua a suceder. O dr. Soares não se enganou: o problema da Face Oculta é fácil de compreender, simples, trivial e caseiro.
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Terça-feira, Novembro 24, 2009
Crónica de Alberto Gonçalves nada menos que fabulosa. Todinha do princípio ao fim.
Daqui a pouco na RTP2. Já vi várias vezes, mas vou ver de novo. Por mim passava a vida toda a ver os filmes do Clint Eastwood.
Etiquetas: cinema
Sexta-feira, Novembro 20, 2009
"Se atendermos ao chavão popular do fumo e do fogo, o percurso do Eng. Sócrates é um daqueles incêndios da Califórnia que duram semanas"
Etiquetas: Alberto Gonçalves
Quinta-feira, Novembro 19, 2009
Quarta-feira, Novembro 18, 2009
Janeiro vai ser o mês: novo álbum dos Vampire Weekend, e - anunciado também agora - novo álbum dos Magnetic Fields. Os Magnetic Fields são a melhor banda desde os The Smiths, não há cá discussões. Deixo a melhor canção do último álbum, com letra hilariante:
"I want to be a cobra dancer / With little Willie between my thighs / I may not find a cure for cancer / But I'll meet plenty of single guys"
"I want to be a cobra dancer / With little Willie between my thighs / I may not find a cure for cancer / But I'll meet plenty of single guys"
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Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Sábado, Novembro 14, 2009
Sexta-feira, Novembro 13, 2009
Volta Cary Grant, volta Audrey Hepburn

Mais um capitalista farto do capitalismo. Sinto falta das verdadeiras grandes estrelas do cinema, aquelas que já só existem em DVD's. Antigamente as vedetas faziam-se distinguir em tudo dos homens e mulheres comuns. Hoje, mal se tornam vedetas, fazem de tudo para se confundir com homens e mulheres comuns. Volta Cary Grant, volta Audrey Hepburn.
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
Superbe
Benjamin Biolay - La Superbe
Cada vez mais parecido com Serge Gainsbourg, o mesmo é dizer: cada vez melhor. Forte candidato a álbum do ano na minha limitadíssima opinião. Agora vou ali ouvir mais uma vez para ter certeza.
Etiquetas: música
Quinta-feira, Novembro 05, 2009
Pela vossa saúde, aqueçam bem os vossos músculos abdominais antes de ver isto:
Etiquetas: Alberto Gonçalves
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Terça-feira, Novembro 03, 2009
Segunda-feira, Novembro 02, 2009
Domingo, Novembro 01, 2009
Gonçalvismo
Menores e vacinados
Por não perceber do assunto, não entro na polémica sobre os perigos da vacina da gripe A administrada em Portugal e que os EUA ou parcialmente a Suíça, por exemplo, rejeitaram. Porque me apetece, entro na polémica sobre os "grupos prioritários" a usufruírem da vacina, que em Portugal incluem os políticos e nos EUA e no Reino Unido, por exemplo, não.
A decisão coube ao Governo e, segundo li, visa "impedir o colapso do funcionamento da sociedade em caso de pandemia". Em teoria, concordo que, na medida em que foram eleitos e representam a população, o Presidente da República, o primeiro-ministro e os 334 deputados nacionais e regionais mereçam a prioridade na vacina, embora discorde que os ministros, que ninguém elegeu para coisa nenhuma, partilhem o benefício.
O problema é a prática. Até que ponto a incapacidade temporária de vinte, cinquenta ou setenta por cento do Parlamento e do Governo se sentiria cá fora? Na pior das hipóteses, não se notaria a diferença. Na melhor, daríamos por um alívio na produção de disparates materialmente destinados a extorquir o nosso dinheiro e espiritualmente destinados a infernizar a nossa existência. Nenhuma das possibilidades augura catástrofes. Aliás, será por isso que aqui se valoriza tanto a "estabilidade", para que o seu reverso nunca se imponha e nunca revele uma trivialidade familiar a países prósperos (como a Bélgica ou a Itália) e por nós desconhecida: a governação é relativamente dispensável. A classe política receia faltar-nos porque não quer que constatemos a pouca falta que nos faz. Donde a necessidade de insistir no pressuposto de que eles, os políticos, são a única alternativa ao caos.
Por acaso, se o Infarmed estiver errado e as autoridades americanas correctas, teremos uma excelente oportunidade para testar o dito caos. E, eventualmente, descobrir que é um sossego.
(...)
Ferro-velho
Os cépticos da ingerência estatal deviam pôr os olhinhos no "caso" da sucata, que envolve, entre diversas sumidades, Armando Vara, a fascinante família Penedos e outro sucateiro menos célebre. O elo comum ao arranjo? As empresas relativamente públicas, as quais não só fomentam emprego como permitem que, mediante as "lembranças" da praxe, se ganhe algum por fora.
O engraçado é que quando uma crise financeira destapa os desonestos que se movem no sistema financeiro, não faltam profetas a decretar o colapso do capitalismo. Já quando se revelam os cidadãos pouco sérios que cirandam na órbita (ou no interior) do poder político, ninguém reclama a queda de um sistema intervencionista que tudo vigia e tutela, com a agravante de que a aposta na banca é voluntária e o "investimento" no Estado compulsivo.
No máximo, levanta-se (desta vez, curiosamente sem grande empenho) a habitual meia dúzia de vozes contra o "bloco central de interesses", na convicção de que as clientelas do PS e do PSD é que desvirtuam a natureza essencialmente benigna do Estado. Porém, se não estou em erro, sucede o inverso: preferências ideológicas à parte, mexer em dinheiro alheio e fácil termina fatalmente nas "influências" que aqui, sob uma economia seminacionalizada e paternal que partido nenhum e raros empresários contestam, se ergueu a modo de vida.
Podíamos viver sem um Estado extenso e a corrupção inerente? Podíamos, mas não era a mesma coisa. E a aparição da senhora procuradora Cândida Almeida, que logo irrompeu pela imprensa a debitar palpites acerca da "Operação Face Oculta", é quase uma garantia de que, dissipado o ruído indignado do costume, a coisa continuará a ser a mesma.
Etiquetas: Alberto Gonçalves
Quinta-feira, Outubro 29, 2009
Quarta-feira, Outubro 28, 2009
Segunda-feira, Outubro 26, 2009
Altura ainda para lembrar um dos melhores textos alguma vez escritos sobre Saramago
Domingo, Outubro 25, 2009
Sexta-feira, Outubro 23, 2009
Vem aí novo filme sobre os Monty Python com um título muito sugestivo: "Monty Python: Almost the Truth (The Lawyer’s Cut)"
Quinta-feira, Outubro 22, 2009
Quarta-feira, Outubro 21, 2009
Transtorno do deficit de atenção cívica com hiperactividade social em rede
TDACHSR - Pacheco Pereira
Como quase sempre no Pacheco Pereira cronista: a ideia é boa, o seu desenvolvimento é que nem por isso.
Segunda-feira, Outubro 19, 2009
Sábado, Outubro 17, 2009
Sexta-feira, Outubro 16, 2009
Quinta-feira, Outubro 15, 2009
Modernidade
Vi há bocado na tv que o PCP tem uma deputada nova que se chama Rita Rato, tem sotaque alentejano, mas - Meu Deus! - não é feia, é até girita. Uma deputada do PCP que não é um camafeu?!... Mas afinal que mundo é este em que vivemos? Onde é que isto vai parar?
Quarta-feira, Outubro 14, 2009
Mais Gore Vidal

"People ask [of he and Austen], ‘How did you live together so long?’ The only rule was no sex."
“She [Katharine Hepburn] had Parkinson’s. She shook like a leper in the wind.”
“My usual answer to ‘What am I proudest of?’ is my novels, but really I am most proud that, despite enormous temptation, I have never killed anybody and you don’t know how tempted I have been.”
"Is he happy? “What a question,” he sighs and then smiles mischievously. “I’ll respond with a quote from Aeschylus: ‘Call no man happy till he is dead’.” "
Terça-feira, Outubro 13, 2009
Sexta-feira, Outubro 09, 2009
Quinta-feira, Outubro 08, 2009
Herta de Berlim
Academia sueca: "who, with the concentration of poetry and the frankness of prose, depicts the landscape of the dispossessed".
A escrita é o menos, interessa é "retratar uma paisagem de gente sem posses". Uns pobrezinhos: um premiozinho.
A escrita é o menos, interessa é "retratar uma paisagem de gente sem posses". Uns pobrezinhos: um premiozinho.
Etiquetas: Nobel
Ah Capitalismo, a quanto os obrigas
Pela janela acabo de ver passar uma pequena caravana de propaganda ao Bloco de Esquerda. Vejo dois jipes, um Mercedes e um BMW.
Quarta-feira, Outubro 07, 2009
Novo álbum já por aí
Richard Hawley - For Your Lover, Give Some Time
Há quem não consiga fazer uma canção abaixo de "muito boa".
Maybe I will drink a little less
Come home early and not complain about the day
And give you flowers from the graveyard now and then
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Sexta-feira, Outubro 02, 2009
Segunda-feira, Setembro 28, 2009
Sexta-feira, Setembro 25, 2009
Cavendish
Já falta pouco para o novo álbum de Nellie McKay. Até lá pode-se sempre vê-la a compor um tema a desafio da National Public Radio.
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Quinta-feira, Setembro 24, 2009
Respeitinho é muito bonito
Respeito. É preciso muito respeito por quem consegue a proeza de pôr a incrível Asia Argento (uma das mais sensuais e lascivas actrizes que existe) a cantar numa música e a participar no videoclip. Ainda assim tenho que criticar o realizador por não ter preenchido a totalidade dos 3:24 do videoclip com Asia Argento da cabeça aos pés.
Quarta-feira, Setembro 23, 2009
Nellie McKay
Nellie McKay - The Very Thought of You
Sai daqui a precisamente 3 semanas o novo álbum de Nellie McKay, um tributo a Doris Day. Este é o único tema que já se conhece. Belo.
Etiquetas: música
Terça-feira, Setembro 22, 2009
Segunda-feira, Setembro 21, 2009
Está vivo e festeja hoje 75 anos. Não é Deus, mas é um dos nossos melhores profetas:
Leonard Cohen - Dress Rehearsal Rag (live 1968)
Parece que esta gravação ao vivo é uma autêntica raridade, porque o Leonard Cohen só tocou esta canção duas vezes ao vivo durante toda a vida, e esta foi uma delas. Ambas foram antes do lançamento do magistral "Songs of Love and Hate" onde está este "Dress Rehearsal Rag" que tem uma letra tão pungente que ele nunca mais se atreveu a cantá-la.
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